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Adolescência e a Passagem para a Vida Adulta

Uma relação de comprometimento e companheirismo entre pais e filho


A vida humana é dividida em fases e cada uma gera mudanças significativas para o indivíduo e para o sistema familiar. Uma delas é a passagem da adolescência para a vida adulta, uma transição desafiadora e que transforma tanto o desenvolvimento do filho como o de seus pais.


Trata-se de um novo tipo de relação e zelo, que já não demanda mais de cuidados físicos de sobrevivência, mas sim de exercer apoio e auxiliar no processo de crescimento do filho, tornando-se um grande desafio familiar.


É importante que nessa transição, mesmo havendo conflitos durante o processo, que a negociação e a relação entre pais e filhos não sejam baseadas na autoridade e no estabelecimento de uma rígida hierarquia e sim num relacionamento de maior reciprocidade e respeito mútuo. Tudo isso irá ajudar e facilitar para o bom encaminhamento dessa transição.


O relacionamento pais e filho modifica-se ao longo da jornada, porém é importante neste momento estar próximo do seu filho, e para isso um dos pontos essenciais é facilitar uma boa conversa, sempre promovendo tentativas positivas de comunicação. Um outro facilitador é ajudá-lo a crescer e a enfrentar os desafios da vida, essas experiências geralmente são muito positivas para o crescimento emocional.


Percebe-se que os pais estão participando mais da vida de seus jovens, mas precisaria considerar também que o eventual afastamento é um paralelo à construção deste adolescente. Adolescência é uma fase de interação social e de experimentações e nessa etapa um individuo vai se capacitando para tornar-se um adulto.


Nas relações sociais, na escola e nos grupos é que inicialmente vivenciamos o mundo adulto e então com a necessidade de um jovem fazer parte desse mundo é que surgem os conflitos, nem sempre pelas diferenças entre as gerações, mas pelas pessoas com pensamentos e desejos diferentes.


Se por um lado há um adolescente difícil, por outro também há uma sociedade que cobra. E quando não há possibilidade de negociação, para evitar um conflito, a única alternativa deste jovem é a mentira, os segredos e as omissões, simplesmente pela tentativa de mostrar autonomia perante a sociedade. Porém é fato que este comportamento diminui ou não existe quando os pais permitem maior liberdade e exercem menos controle, aumentando a intimidade com o filho.


O apego seguro e a conexão emocional com os pais facilitam o desenvolvimento da autonomia e uma passagem segura e saudável da adolescência para a vida adulta.


Escrito por Ludmila Santoro - Psicóloga e Psicopedagoga

Contato: (11) 96791-7483

Instagram/ Facebook @psicologaludmilasantoro

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