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Network e Networking palavras distintas que se completam

Ludmila Santoro – Psicóloga


Em um mundo globalizado, onde a necessidade das pessoas e empresas se relacionarem para fazer negócio se expande a cada dia, ter e fazer parte de uma rede de contatos é primordial. Trocar experiências e conhecimentos com o intuito de gerar oportunidades e criar soluções se faz necessário nos dias atuais. E para dar o passo inicial, você sabe a diferença entre Network e Networking? Apesar de serem relacionadas ao mesmo assunto, ambas são distintas.

Network faz referência a existência de uma rede de contatos. Já Networking é a atividade de cultivar e desenvolver essa rede. Portanto, as duas se completam.


No mundo corporativo ou no empreendedorismo, boa parte das oportunidades profissionais, se não as melhores, ocorrem por meio de indicações.


Pensando neste prisma, como faremos para sermos lembrados por nossa rede de contatos? Vamos avaliar então nosso posicionamento profissional pelo gatilho mental conhecido como reciprocidade (guarde essa palavra).


Primeiramente vamos entender que gatilhos mentais são algumas técnicas que usamos para persuadir, com aspectos instintivos, emocionais e sociais, que estão presentes em todos os seres humanos.


Há vários gatilhos que podem transformar você num perito em persuadir. Somos o tempo todo influenciados e influenciadores e não há nada de errado em persuadir pessoas, porém que seja pelo lado bom e construtivo, pois a persuasão sem ética receberá outro nome, a de manipulação.


Vamos voltar a palavra reciprocidade. O dicionário diz que recíproco quer dizer: “que se faz ou que se dá em recompensa ou em troca de algo similar, mútuo, que se alternam entre duas pessoas, uma em resposta a outra”.


A reciprocidade é uma regra da sociedade que aprendemos muito cedo na vida. A técnica de reciprocidade leva em conta, primordialmente, no fato de que todo “ser pensante” tem a tendência natural de retribuir, devolver o bem recebido, ou seja, quando você ajuda alguém, cria uma “dissonância cognitiva“ na pessoa, significando que o indivíduo passará a querer retribuir a ajuda que você deu.


Esta teoria foi desenvolvida pelo psicólogo nova-iorquino, Leon Festinger - A teoria da dissonância cognitiva, que fala da necessidade em procurar coerência entre as cognições, conhecimentos, opiniões e crenças. No caso da reciprocidade, o individuo sente-se no dever em retribuir o favor que recebeu.



Precisamos levar em conta que, para que esta técnica seja efetiva, é necessário que seja sincera, desprovida de segundas intenções, que seja realmente do coração.


Precisamos criar o sentimento real de reciprocidade, pois é ela que irá fazer com que os seres humanos construam relacionamentos e relações significativas.


Podemos desenvolver a reciprocidade através:


  • Da empatia, ter a capacidade de colocar-se no lugar do outro, sentir-se como o outro se sente;

  • Do saber ouvir e realmente escutar a real necessidade da pessoa;

  • De ter gratidão, ser grato pelo que recebemos, nascem assim os verdadeiros laços;

  • De manter diálogo claro e honesto;

  • De assumir responsabilidades pelas nossas ações e o quanto podem influenciar nos outros.

Com isso, certamente, se você adotar uma conduta ativa de colaboração e troca de gentilezas, fará com que no seu entorno sua rede de network lembre com mais frequência de você e consequentemente cultivará um networking verdadeiro.





Escrito por Ludmila Santoro - Psicóloga e Psicopedagoga

Contato: (11) 96791-7483

Instagram/ Facebook @psicologaludmilasantoro


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