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Nomofobia – A fobia do século XXI

É certo afirmar que a utilização da tecnologia e a comodidade que ela traz para as pessoas é indiscutível. O acesso à internet, principalmente, proporciona muito mais informação ao indivíduo e inúmeras possibilidades, a comunicação nunca foi tão fácil e tão abrangente para todos. Porém, tudo em excesso tem seus malefícios e essa necessidade de estar conectado o tempo todo gera em algumas pessoas a Nomofobia.



A palavra Nomofobia foi criada na Inglaterra e é originária da expressão no-mobile-phone phobia. Essa nomenclatura define as sensações e os sentimentos observados nas pessoas provenientes da interação com as novas tecnologias. Serve para mostrar o desconforto e angustia causada pelo receio de ficar off-line, longe do celular e/ou computador.


Nos últimos 10 anos percebemos o uso intenso e crescente dos telefones celulares. Houve uma popularização, pela redução no custo desses aparatos, porém é relevante observar os limites desta utilização.

Existe um limiar entre a dependência normal e a patológica e precisamos ficar atentos. Esta dependência é igual a qualquer outro vício. A dependência patológica vai se manifestar em pessoas quando ficam sem o celular ou computador, e então acabam apresentando sintomas comportamentais e emocionais como: ansiedade, nervosismo, angústia, entre outros e são conhecidos como os sintomas nos nomofóbicos (King et al, 2014).


Os indivíduos que tendem a desenvolver esta patologia são aqueles que apresentam um perfil inseguro, dependente e ansioso. Claro que precisamos ter o cuidado para diferenciar comportamentos normais dos patológicos.


A dependência considerada “normal” é aquela que permite aproveitar toda essa tecnologia de uma forma que não comprometa sua vida social, pessoal e profissional. A definição de dependência vai provir dessa inadequação e apresentar sintomas em seu histórico.



A psicóloga Ana Lúcia Spear cita que “mesmo o uso sendo diário e por muitas horas, não configura uma dependência patológica“. O distúrbio acontece quando a vida profissional, social e familiar, provocam consequências indesejáveis, nocivas e prejudiciais.


Já existem centros especializados em dependência da internet. O primeiro foi fundado no Reino Unido, em 1995. Para tornar-se apto ao tratamento, o interessado deve apresentar alguns sintomas como:

  1. impulso para usar a internet;

  2. dificuldade de controlar o tempo de uso;

  3. abandono de atividades sociais, entre outros.


No Brasil, em 2008, o Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo, iniciou um programa para tratamento dos chamados “heavy users” - Usuários abusivos de internet.

É importante lembrar que, assim como a televisão ou rádio, nossos atuais meios tecnológicos vieram pra ficar. Nosso futuro será cada vez mais cibernético e muitos não estão preparados.

Um grande público dessa nova era são os jovens e as crianças e é importante que os pais, junto aos professores, prestem mais atenção ao uso excessivo e quando essa tecnologia pode tornar-se nociva. A alternativa é orientar que o uso de qualquer tipo de aparelho deve ser usado de forma saudável como um auxílio e não uma dependência. É preciso estabelecer limites, dobrar a atenção, principalmente com as crianças que são muito mais vulneráveis.



Escrito por Ludmila Santoro - Psicóloga e Psicopedagoga

Contato: (11) 96791-7483

Instagram/ Facebook @psicologaludmilasantoro


periódicos.uefs.br/índex.php/saudecoletiva/article/view/6153

www.unicor.br Nomofobia: Vício pelo celular


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